Alguns reenvases desta primavera de 2008…

Bouganvile "pink"

Serissa neagari

Bouganvile "pink"

Serissa neagari

Iwa matsu em vaso de Jorge Ribas
Originária das altas montanhas japonesas, o Iwa matsu, também chamado de Iwa hiba, ou seja, pinheiro ou planta de rocha. Tem sua folhagem escamada e é sensível a alta umidade, onde se mantém sempre aberta, já no calor e umidade baixa, ela se fecha parecendo até morta.
Eu a conheci e ganhei algumas mudas do Mestre Honda, de Curitibanos /SC, que está no Brasil há 46 anos, na mesma cidade.
Mestre Honda me contou que teve que pegar uma mudinha desta de seu sogro, ainda no Japão, pois ele havia subido a montanha e trouxe alguns exemplares… “Coloca-se no canto do vaso de bonsai e serve como medidor de umidade do mesmo!” Diz Honda San.
Muitos o consideram como bonsai, eu a considero uma excelente kusamono.
Na natureza enquanto hidratada
Na natureza, desidratada.

Detalhe de sua folhagem
A arte Bonsai nasceu na China com o penjing e desenvolveu-se no Japão, um país onde existem quatro estações, água e ar limpo, um país com 1500 anos de história, de sólidas e antigas tradições e costumes. Entre estas coisas a arte do Bonsai se desenvolveu e cresceu até atingir o que é hoje. Não acredito que o Bonsai pudesse ter seu desenvolvimento nas zonas tropicais, glaciais ou desérticas. A associação do Bonsai com as mudanças de estação, as montanhas, os vales, os rios, os lagos, as tempestades, a brisa, a chuva, a neve, o gelo e com outros fenômenos naturais, é mais importante do que se possa imaginar. O Japão é um dos poucos e afortunados países que têm tudo isto.
Quando chegardes a sentir isto, quando a vossa compreensão sobre o Bonsai chegar tão longe, então não podereis deixar de entrar no mundo do “Wabi” ou “Sabi”. É trabalho árduo, quase impossível, tentar explicar o significado destes termos, porque eles foram inventados para descrever sentimentos criados e atualmente sentidos só pelos japoneses, sentimentos amadurecidos num lento processo de gerações. Eles eram desconhecidos dos ocidentais até pouco tempo atrás.
Wabi é um estado da mente, um lugar, a atmosfera de uma cerimônia do chá ou um Haiku (breve pensamento poético tipicamente japonês). É um sentimento de simplicidade, de calma, de dignidade.
Sabi é um sentimento de paz interior e de simplicidade que provem de qualquer coisa antiga utilizada e reutilizada na qual é visível, junto ao passar do tempo, o toque dos homens que a criaram e possuíram.
Imaginem por um momento estar sentado num ângulo do Ryoanji, o famoso jardim de pedra de Kyoto, é um anoitecer nebuloso dos finais do Outono, estais a olhar o jardim, depois fechais os olhos e esvaziais a mente. Nesse momento não existem pensamentos, estais vazio… mesmo assim o vosso coração e a mente se enchem de um sentimento de serenidade. Este é o Wabi.
Creio firmemente que o objetivo final de criar um Bonsai seja a procura do Wabi e do Sabi, essa deveria ser a ultima palavra na Arte Bonsai.
Não tenho suficientes conhecimentos para explicar a essência da filosofia que procura a verdade, a virtude e a beleza. Tudo coisas igualmente importantes também para o Bonsai.
Autor desconhecido, mas concordo com ele!
Este post está sendo atualizado com a ajuda do professor Rock Júnior.
Estética e proporção:
È possível fazer uma analogia entre um vaso de bonsai e a moldura de um quadro. Assim como numa tela, uma escolha inadequada do seu complemento, que no caso do Bonsai é o vaso, pode perturbar fortemente o conjunto, roubando a proporcionalidade que o artista conseguiu após muito tempo de dedicação e esforço.
O vaso é parte fundamental na composição visual, que deve ser harmoniosa e equilibrada. A integração entre a planta e o vaso evolui durante todo o período de formação do bonsai. Ao mesmo tempo em que se cuida da forma e da estrutura da planta, usando técnicas como a poda e a aramação, vai-se preparando o sistema radicular tornando-o suficiente para garantir a alimentação e a saúde da planta em um vaso de dimensões reduzidas. Assim, a escolha do vaso pode ser feita após a completa formação da planta, viabilizando uma decisão consciente e equilibrada para a harmonia do conjunto.
O vaso para bonsai deve conter espaço suficiente para o crescimento das raízes durante o intervalo entre podas; ter furos grandes para drenagem e pés em tamanho e posição adequados para permitir um fácil escoamento de água e circulação de ar.
Material ideal:
O material ideal para a confecção de vasos para bonsai é a cerâmica. A fabricação deve ser feita em altas temperaturas com esmalte apenas na parte externa, quando houver. Assim é possível controlar o nível de porosidade da parte interna do vaso que não poderá prejudicar a perda de calor e umidade das raízes.
Para alguns estilos, pode-se usar até mesmo uma placa de pedra de origem vulcânica ou sedimentar, como granito, mármore, ardósia ou pedra são-tomé.
Vasos de cerâmica fabricada a baixas temperaturas e não esmaltados não são recomendados, pois são excessivamente porosos e contribuem para uma maior perda de umidade do substrato comprometendo a saúde do bonsai.
O acabamento externo pode ser bastante simples, liso, ou decorado com motivos e formas variadas, pintados, em baixo ou alto-relevo. Em geral, quanto mais envelhecido for o aspecto da planta, mais simples deve ser o vaso.
Tamanho do vaso:
O tamanho ideal do vaso é definido a partir das características geométricas da planta. A profundidade do vaso deve estar entre uma e duas vezes a largura do tronco na base, enquanto o comprimento do vaso deve ser de aproximadamente dois terços da altura ou largura (a que for maior) da árvore. Naturalmente, essa regra não se aplica aos estilos cascata e meia-cascata, que requerem vasos mais altos para equilibrar tanto visualmente quanto fisicamente o bonsai. Nesse caso, a escolha pode ser mais complicada. Uma regra em geral aplicada é que a profundidade do vaso não deve ser maior que metade do comprimento total da planta, enquanto a largura deve corresponder a aproximadamente a metade da maior abertura dos galhos.
Cores mais comuns:
A cor do vaso deve ser definida de acordo com as cores apresentadas pela árvore em seu ciclo de vida, incluindo folhas, flores e frutos. O contraste deve ser cuidadosamente estudado, considerando a harmonia do resultado em todas as estações do ano.
As cores usadas em vasos para bonsai são geralmente discretas, em tons de terra ou em variações de azul, verde, vermelho e mesmo branco.
Eis aqui algumas regras práticas:
· Quanto mais delicada for a planta, mais clara deve ser a cor do vaso;
· Plantas que produzem frutos ou flores de cores brilhantes, como a azaléa, requerem vasos brancos ou em uma cor contrastante com a dos frutos e flores;
· Coníferas em geral se adaptam melhor a vasos simples, em tons de terra;
· Árvores caducifólias requerem vasos cuja cor contraste com as cores que a folhagem assume ao longo de todo o ano.
Forma dos vasos:
Existem vasos de diversos formatos: retangulares, ovais, redondos, quadrados, hexagonais, octogonais e irregulares, ditos “orgânicos”.
As alternativas mais comuns são os vasos retangulares e os ovais. A decisão entre eles pode levar em conta a distinção entre bonsai “masculinos” e “femininos”. Enquanto os masculinos caracterizam-se por sua força, expressa pela espessura do tronco em relação à altura da árvore e pela predominância de linhas retas, os femininos caracterizam-se por uma maior delicadeza de formas, seja pela presença de curvas no tronco ou pela existência de flores. Segundo este raciocínio, bonsai masculino requer vasos retangulares, enquanto bonsai feminino requer vasos ovais. No entanto, a existência de detalhes no acabamento externo do vaso pode suavizar o aspecto do conjunto, permitindo, por exemplo, o uso de vasos retangulares com detalhes arredondados para comportar bonsai com tronco grosso, porém com curvas marcantes.
Outra regra usada para definir a escolha de um vaso retangular ou oval é baseada na espécie: árvores caducifólias usam vasos ovais, enquanto árvores de folhagem permanentemente verde (p. ex., coníferas) requerem vasos retangulares.
Vasos redondos, quadrados e hexagonais são mais usados em composições marcadamente assimétricas, como cascatas, meias-cascatas e bunjin. Vasos de formato irregular são mais usados em composições que procuram retratar cenas naturais, como bosques e suiseki.
Levando em conta a posição correta de plantio, podemos perder o efeito da harmonia.
O ápice quase nunca deve ficar no centro, deve-se inclinar para a esquerda ou para a direita, sempre deixando um espaço maior para o lado em que se pender o apice, dando daí uma sensação de movimento e naturalidade.
ESTAQUIA
A propagação vegetativa por estacas consiste em destacar da planta original um ramo, uma folha ou raiz e colocá-los em um meio adequado para que se forme um sistema radicular e, ou, desenvolva a parte aérea. A propagação por estacas baseia-se na faculdade de regeneração dos tecidos e emissão de raízes.
Dentre os métodos de propagação vegetativa, a estaquia é, ainda, a técnica de maior viabilidade econômica para o estabelecimento e plantio clonais, pois permite, a um custo menor, a multiplicação de genótipos selecionados, em curto período de tempo. Além disso, a estaquia tem a vantagem de não apresentar o problema de incompatibilidade que ocorre na enxertia (Paiva e Gomes, 2001).
As estacas herbáceas são obtidas de ramos apicais, sua retirada deve ser feita pela manhã, quando ainda estão túrgidas e com níveis mais elevados de ácido abscísico e de etileno, que são elementos favoráveis ao enraizamento (Simão, 1998).
As estacas lenhosas são obtidas de ramos lenhosos ou lignificados, com idade entre 8 e 15 meses e encontram maior campo de aplicação que as herbáceas e, quase sem exceção, constituem-se no material básico de propagação de árvores frutíferas (Simão, 1998), ainda segundo este autor, os principais tipos de estacas lenhosas com suas características são:
* Estaca simples
A estaca simples é obtida subdividindo-se o ramo em pedaços de 20 a 30 cm de comprimento. O diâmetro dessa estaca normalmente varia de 0,5 a 1,5 cm e cada uma deve possuir de 4 a 6 gemas.
Esse tipo de material constitui-se num dos mais efetivos, tanto pelo rendimento que oferece como na prática da estaquia.
* Estaca-talão
Difere da anterior por trazer consigo parte do lenho velho, que se denomina talão. É obtida destacando-se um ramo no ponto de inserção com outro de dois anos. É utilizada quando a espécie ou variedade apresenta dificuldade de enraizamento.
O número de estacas, neste tipo, é inferior ao das simples, pois só podem ser obtidas quando os ramos apresentam bifurcação.
* Estaca-cruzeta
Assemelha-se ao tipo anterior, porém, em vez de ser retirada com um pedaço de lenho velho na forma de pata de cavalo, é obtida secionando-se o ramo de dois anos, de modo a permitir maior porção de lenho. Apresenta o formato de uma cruz.
* Estaca-tanchão
É um tipo de estaca pouco comum, que apresenta comprimento que vaia entre 60 a 80 cm ou mais e diâmetro de 4 a 20 cm. É utilizada na multiplicação de jabuticabeira, no Brasil e de oliveira, nos países europeus. A presença de lenho velho na lingüeta favorece o enraizamento, por possuir raízes pré-formadas. O mesmo ocorre com as estacas de talão.
* Estaca-gema
O material de propagação é representado por uma única gema e é utilizado em casos muito especiais. Seu uso se restringe à multiplicação de material muito valioso ou quando não se dispõe de material em quantidade suficiente.
* Estaca-enxerto
As estacas de difícil propagação podem ter o seu enraizamento facilitado utilizando-a com garfo e a estaca de mais fácil enraizamento, como cavalo.
- Estacas subterrâneas
* Estaca-raiz
É um tipo de estaca pouco utilizado. Tem algumas aplicações em pessegueiro, goiabeira e caquizeiro. A melhor estaca é retirada de plantas com dois a três anos de idade. A época mais favorável é o fim do inverno e o início da primavera, quando as raízes estão bem providas de reservas. Ao plantá-la, deve-se manter a polaridade correta (Simão, 1998).
A estaca-raiz produz primeiro uma haste adventícia, sobre a qual ocorre o enraizamento. A polaridade é inerente aos ramos e raízes. A estaca forma o broto na posição distal e as raízes, na proximal.
Ø Época de propagação
As estacas herbáceas, de ponteiro, são multiplicadas durante o ano todo, de preferência durante a primavera e o verão.
As lenhosas normalmente são empregadas após a queda das folhas, portanto, quando o ramo apresenta-se outonado. O enraizamento das estacas lenhosas está intimamente ligado às substâncias de reserva, daí a sua utilização durante o período de repouso vegetativo.
Ø Preparo das estacas e da estaquia
As estacas são preparadas cortando-se os ramos de acordo com o tipo desejado. A parte superior é secionada a um ou mais centímetros acima da última gema e a parte inferior, em bisel, com uma gema do lado oposto ao corte.
A estaquia é feita em terreno preparado, e as estacas são fincadas no solo, de modo que apenas um terço permaneça exposto ou uma única gema, segundo o tipo de estaca utilizada. Exceção é feita para a estaca-gema ou semente, a qual requer os mesmos cuidados que os empregados na propagação de sementes.
Hoje, com o processo de nebulização, a propagação se tornou mais fácil e econômica. A nebulização mantém a umidade ao redor da estaca, diminui a temperatura, reduz a transpiração e a respiração, favorecendo o enraizamento (Simão, 1998).
Ø Desenvolvimento Anatômico das Raízes nas Estacas
O processo de desenvolvimento das raízes adventícias nas estacas caulinares pode ser dividido em três fases: formação de grupos de células meristemáticas (as iniciais da raiz); diferenciação desses grupos de células em primórdios de raiz reconhecíveis. E desenvolvimento e emergência das novas raízes, incluindo a ruptura de outros tecidos do caule e a formação de conexões vasculares com os tecidos condutores da estaca (Hartmann e Kester, 1976, citados por Paiva e Gomes, 2001).
Ainda de acordo com esses autores, nas estacas de raiz, devem ser produzidos caules e, em alguns casos, raízes adventícias. Em muitas plantas as gemas adventícias formam-se com facilidade sobre raízes intactas. Nas raízes jovens, essas gemas podem originar-se no periciclo, próximo do câmbio vascular, podendo, no início, ter aspecto de primórdio radicular. Em raízes velhas, as gemas podem-se originar exogenamente num crescimento semelhante ao calo, originado de felógeno. Os primórdios de gemas também podem desenvolver-se de tecido caloso lesionado, que se prolifera dos extremos cortados ou das superfícies lesionadas das raízes.
Bases Fisiológicas da Iniciação de Raízes nas Estacas
* Substâncias de Crescimento nas Plantas
Para a formação de raízes adventícias em estacas, são necessários certos níveis de substâncias de crescimento natural na planta, sendo umas mais favoráveis que outras. Há vários grupos de tais substâncias, dentre eles as auxinas, as citocininas e as giberelinas. As auxinas são as de maior interesse no enraizamento de estacas. Além dos grupos citados, é provável que haja outras substâncias, de ocorrência natural, que desempenham alguma função na formação de raízes adventícias (Hartmann e Kester, 1976, citados por Paiva e Gomes, 2001).
A auxina de presença natural é sintetizada principalmente nas gemas apicais e nas folhas jovens e, de maneira geral, move-se através da planta, do ápice para a base (Hartmann e Kester, 1976, citados por Paiva e Gomes, 2001).
Dentre os compostos com atividades auxínicas têm-se o ácido indolacético, o ácido indolbutírico, o ácido naftalenoacético e o ácido 2,4-diclorofenoxiacético, comprovadamente indutores de enraizamento.
As citocininas são substâncias que estimulam a divisão celular e, quando em níveis relativamente altos, há formação de gemas; no entanto, inibem a formação de raízes.
As substâncias reguladoras de crescimento das plantas, que formam o grupo das giberelinas, parecem não ser necessárias para a formação de raízes adventícias e estacas caulinares. Ao contrário, os testes realizados em diversas espécies de plantas mostram uma inibição do enraizamento. É possível que o efeito inibitório das giberelinas no enraizamento de estacas seja causado pelo estímulo ao crescimento vegetativo, que compete com a formação da raiz (Hartmann e Kester, 1976, citados por Paiva e Gomes, 2001).
* Efeitos de Folhas e Gemas
É de grande importância no enraizamento de estacas, em virtude da produção de auxinas e de outras substâncias que atuam no enraizamento. Em algumas estacas a remoção das gemas reduz quase que por completo a formação de raízes. Ao remover um anel de casca, abaixo de uma gema, a formação de raízes é reduzida, impedindo o fluxo de substâncias promotoras, pelo floema, para a base da estaca.
Há muitas provas experimentais de que a presença de folhas em estacas exerce forte influência estimuladora da formação de raízes. Os carboidratos, resultantes da atividade fotossintética das folhas, também contribuem para a formação de raízes, embora os efeitos estimuladores de folhas e gemas se devam, principalmente, à produção de auxina (Hartmann e Kester, 1976, citados por Paiva e Gomes, 2001).
* Inibidores Endógenos de Enraizamento
As estacas de algumas plantas de difícil enraizamento não chegam a formar raízes, em virtude da presença natural de inibidores químicos. Em algumas plantas estes inibidores podem ser lixiviados, colocando-se as estacas em água corrente, aumentando assim a capacidade de enraizamento.
A maior ou menor capacidade de enraizar vai depender do balanço entre as substâncias promotoras e inibidoras do enraizamento, que, de modo geral, é muito variável entre as espécies (Hartmann e Kester, 1976, citados por Paiva e Gomes, 2001).
Ø Fatores que Afetam a Propagação por Estacas
Dentre os vários fatores de que depende o enraizamento de estacas, destacam-se os ambientais, o estado fisiológico, a maturação, o tipo de propágulo, a sua origem na copa e a época de coleta, que influenciam, sobretudo, na capacidade e na rapidez de enraizamento (Gomes, 1987, citado por Paiva e Gomes, 2001). O sucesso, no entanto, depende de fatores internos e externos.
* Fatores Internos
- Espécie
A capacidade de emissão de raízes por um ramo é uma característica varietal, devido à interação de fatores inerentes, que se encontram presentes em suas células, bem como as substâncias produzidas pelas folhas, como: auxina, carboidratos, compostos nitrogenados e vitaminas. Portanto, a formação de raízes está associada à fisiologia, à química e à estrutura anatômica.
A macieira, cerejeira, pessegueiro e mangueira apresentam dificuldades de enraizar, devido à presença de inibidores de enraizamento. O tratamento com água aumenta a capacidade de enraizamento (Simão, 1998).
- Condição fisiológica da planta-mãe
Há consideráveis evidências de que a nutrição da planta-mãe exerce forte influência sobre o desenvolvimento de raízes e ramos (Hartmann e Kester, 1976, citados por Paiva e Gomes, 2001).
Estacas colhidas de uma mesma matriz e submetidas aos mesmos tratamentos respondem diferentemente quanto à taxa de enraizamento, em diferentes épocas do ano. Isto está diretamente ligado ao teor de carboidratos armazenados na matriz.
O teor de carboidratos na planta-mãe deve ser alto e o de nitrogênio baixo. O teor de fósforo e de potássio tem efeito menor sobre o enraizamento de estacas (Paiva e Gomes, 2001).
Os fatores que determinam a condição fisiológica são, ainda, relativamente desconhecidos, muito embora sejam fundamentais, principalmente no domínio da enzimologia para o controle do processo. Sabe-se, no entanto, que elevado nível de reservas com uma elevada relação C/N favorece o enraizamento, desconhecendo-se, todavia, o metabolismo dos carboidratos (Gomes, 1987, citado por Paiva e Gomes, 2001).
As reservas parecem ser indispensáveis à sobrevivência do propágulo até o enraizamento e posterior desenvolvimento. Mesmo nos casos em que há retenção das folhas pelo propágulo, as reservas a um nível conveniente facilitam a emissão de raízes e incrementam a fotossíntese. Acrescente-se que boa parte destas se transferem para a base da estaca, contribuindo para a formação de primórdios radiculares (Gomes, 1987, citado por Paiva e Gomes, 2001).
Em plantas com dificuldade de enraizamento, podem-se usar tratamentos para alterar artificialmente as condições fisiológica da planta-mãe ou de partes dela, por exemplo, o anelamento de ramos, que provoca aumento no nível de auxinas naturais acima do corte e diminuição abaixo (Paiva e Gomes, 2001).
- Idade da Planta-mãe
Estacas de plantas jovens enraízam melhor que as de plantas velhas. O rejuvenescimento, por meio de poda, favorece o enraizamento. Estacas de plantas jovens, procedentes de sementes, enraízam com maior facilidade que as estacas retiradas de plantas da mesma espécie, porém mais velhas (Simão, 1998).
Em plantas que se propagam facilmente por estacas, a idade da planta-mãe tem pouca importância, porém, em planas difíceis de enraizar, este fator é relevante. Em geral, estacas tomadas de plantas jovens (crescimento juvenil) enraízam com maior facilidade que tomadas de ramos mais velhos (crescimento adulto) (Hartmann e Kester, 1976, citados por Paiva e Gomes, 2001).
Pode-se dizer que quanto mais juvenil o material, maior será o sucesso do enraizamento, quer expresso em porcentagem, quer pela rapidez de formação e, ainda, pela qualidade das próprias raízes, bem como pela capacidade de crescimento da nova planta (Gomes, 1987, citado por Paiva e Gomes, 2001). O problema apresentado por material adulto é o aparecimento ou a produção de substâncias inibidoras do enraizamento.
- Época do ano
A época do ano, em alguns casos, pode exercer grande influência sobre o enraizamento das estacas. Para estacas de folhas caducas, as melhores épocas são o outono e o inverno e, para as de folhas persistentes, a primavera e o verão (Simão, 1998).
Para algumas espécies que enraízam com facilidade, a estacas podem ser colhidas em qualquer época do ano, enquanto para outras o período de maior enraizamento coincide com a estação de repouso ou com a estação de crescimento. Para cada planta específica é necessário que se determine qual a melhor época do ano para retirar as estacas, a qual está diretamente relacionada com a condição fisiológica da planta-mãe (Hartmann e Kester, 1976, citados por Paiva e Gomes, 2001).
- Tipo de estaca
O tipo de estaca pode também ser decisivo e deve-se usar o mais adequado. Com relação às estacas obtidas de ramos, a parte da copa onde é extraído o material não é indiferente quanto ao resultado do enraizamento. Por uma questão, normalmente, de maturação fisiológica, a base da copa é mais favorável que a parte superior para colheita (Paiva e Gomes, 2001).
Os ramos laterais parecem enraizar melhor e em maior número que os verticais e também apresentam o dobro de raízes que os vértices ou terminais. O enraizamento parece ser mais favorável às estacas da parte basal do ramo que as da parte superior, devido ao maior teor de amido (Simão, 1998).
* Fatores Externos
- Umidade
É fator de grande importância para o sucesso de um programa de propagação vegetativa por meio de enraizamento de estacas. A retirada das estacas deve ser feita sempre que possível pela manhã, quando estão ainda túrgidas e com maior teor de ácido abscísico e de etileno (Simão, 1998).
O ambiente seco favorece o ressecamento das estacas, reduzindo sua possibilidade de enraizamento. Umidade relativa mais alta, mantém as estacas túrgidas, favorecendo o seu enraizamento (Simão, 1998).
A presença de folhas nas estacas é um forte estímulo para a formação de raízes, porém a perda de água pela transpiração pode levar as estacas à morte antes que se formem as raízes. Alto grau de umidade relativa do ar é necessário para evitar o dessecamento das estacas (Paiva e Gomes, 2001).
Em espécies que enraízam com facilidade, a rápida formação de raízes permite que a absorção de água compense a quantidade perdida pela transpiração; porém, em espécies que enraízam mais lentamente deve-se reduzir a níveis bem baixos a transpiração pelas folhas, até que se formem as raízes. Para contornar o problema da transpiração, deve-se manter a umidade relativa do ar na região das estacas em torno de 80 a 100%, conservando-se assim a turgescência dos tecidos.
Pode-se obter esta umidade relativa com o uso de um sistema de nebulização, que proporciona a formação de uma fina película de água na superfície da folha, reduzindo assim, a transpiração e mantendo uma temperatura relativamente constante na superfície das folhas das estacas.
- Temperatura
A temperatura tem importante função regulatória no metabolismo das estacas, devendo fornecer condições para que haja indução. A flutuação da temperatura é prejudicial à sobrevivência das estacas (Bertoloti e Gonçalves, 1980, citados por Gomes e Paiva, 2001).
Temperaturas amenas, entre 12 e 27ºC, favorecem o aumento de carboidratos e o enraizamento das plantas. A estratificação das estacas a baixa temperatura inibe a formação de raízes e impede a brotação (Simão, 1998).
- Luz
Interfere na produção de carboidratos, de ramos e nas suas características, pela sua intensidade, qualidade e fotoperiodismo (Simão, 1998).
A luminosidade fornecida às estacas durante o período de enraizamento é de fundamental importância na emissão de raízes. Portanto, deve-se fornecer às estacas com folhas luminosidade máxima, de forma a propiciar um máximo de fotossíntese, para que haja acúmulo de substâncias indutoras do enraizamento (Hartmann e Kester, 1976, citados por Paiva e Gomes, 2001).
Nas condições brasileiras, a intensidade luminosa geralmente precisa ser reduzida, protegendo a planta com sombrite (50%) ou ripados, para evitar a insolação excessiva das estacas (Paiva e Gomes, 2001).
- Substrato
O substrato, no qual são colocadas as estacas, influi no sucesso do enraizamento e vai depender do sistema de irrigação a ser empregado. O meio pode influir muito não só na porcentagem de enraizamento, como também na qualidade do sistema radicular que se forma (Paiva e Gomes, 2001).
Há diferentes tipos de substrato que podem ser usados de forma isolada ou em mistura com outros. Exemplos: vermiculita, turfa, serragem, areia, casca de arroz carbonizada, moinha de carvão, terriço (Paiva e Gomes, 2001), solo (mistura de terra, areia e matéria orgânica), perlita, esfagno, pedra-pomes (Simão, 1998) e diversas outras misturas destes constituintes.
Qualquer um desses materiais deve ser suficientemente firme e denso para manter a estaca até o enraizamento e ser poroso para favorecer a presença de oxigênio e permitir a percolação do excesso de água, livre de plantas daninhas, patógenos e nematóides.
FORÇAMENTO DAS ESTACAS
As estacas que apresentam dificuldades de enraizamento podem ser tratadas por meio mecânico e/ou fisiológico.
Ø Mecânico
Os meios mecânicos consistem em: anelamento, incisões, torções e descascamento e possibilitam o acúmulo de auxinas e carboidratos, pelo bloqueio das translocações dessas substâncias e de outros fatores de promoção do enraizamento, bem como o aumento de células parenquimatosas e de tecidos menos diferenciados (Simão, 1998).
Ø Fisiológico
Dentre os meios fisiológicos, temos: estiolação e reguladores de crescimento.
* Estiolação
Por definição, é a exclusão total de luz. Pode ser feita pelo uso de um adesivo escuro (preto) ou velcro nos ramos ainda presos à planta, por um período de 30 a 40 dias.
A estiolação aumenta o teor de amido, acentua a sensibilidade à auxina e reduz o teor de lignina e tem sido associada a mudanças de substâncias fenólicas e à presença de parênquima descontínuo, o que reduz a barreira mecânica oposta ao enraizamento (Simão, 1998).
* Reguladores de crescimento
Muitas plantas possuem quantidade suficiente de hormônio para a iniciação radicular, enquanto outras apresentam dificuldades para enraizar (Simão, 1998).
Alporquia
Passos simples
1- Com uma faca ou canivete afiado, faça dois cortes logo abaixo da última folha do tronco ou ramo escolhido. Retire a casca entre os cortes, tomando o cuidado de não danificar a parte interna do caule.
2- Logo em seguida, pincele a parte que foi descascada com um pouco de pó de hormônio enraizador (encontrado em lojas especializadas).
3- Prepare um pouco de esfagno ou substrato de coco que retenha a umidade bem, colocando-o na água e, depois, espremendo-o bem para retirar o excesso de água.
4- Amarre um plástico ao redor do caule, logo abaixo do corte, formando uma espécie de saco.
5- Encha o saquinho plástico com o esfagno umedecido, apertando-o bem ao redor do corte, de forma que fique totalmente coberto.
6- Feche o saquinho, amarrando-o com um barbante ao redor do caule. Para garantir a umidade interna, vede as extremidades amarradas com fita isolante impermeável.
7- Coloque o vaso sobre um prato com pedrinhas e água, mantendo-o num ambiente quente e úmido. Após algumas semanas, as raízes começarão a surgir através do esfagno. Retire, o plástico e corte o caule logo abaixo da bola de esfagno, usando uma tesoura de poda e fazendo um corte horizontal.
8- Prepare um novo vaso com uma mistura de solo adubado e plante a nova muda imediatamente. Mantenha o esfagno no local, para não danificar as novas raízes. Regue em seguida.
Neste método, o pedaço de um ramo é envolvido por terra ou musgo em um pedaço de plástico ou pano umedecido. Após algum tempo, formam-se as raízes, e o ramo pode ser destacado para ser plantado. Para que o método seja efetivo é necessário interromper o fluxo descendente da seiva, mediante retirada prévia de um anel da casca da planta ( anel de Malpighi ) ou colocando um anel de arame metalico no local desejado para as futuras raízes ( vulgarmente chamado de ” forca”). O processo pode ser acelerado com a ajuda de pó enraizador.

O trabalho com coníferas para mim está sendo uma boa experiência, gosto muito de trabalhar a madeira morta, criação de jin e shari para mim é muito agradável.
O trabalho simultâneo de poda, madeira morta e trnsplante me deixou um pouco preocupado, mas ela já está brotando bem e somente algumas folhinhas secaram.
Atualização de 30 de janeiro de 2009:

Esta fiz em Curutiba e tive ajuda de Gerpe e Tramujas.

O legal é que eu tive a opnião dos dois mestres até na escolha do vaso (Sami), foi uma situação curiosa e até cômica, em certos momentos um fazia alguma coisa e outro tinha outra idéia e refazia, como estavam no mesmo ambiente mas em mesas diferentes, não a viam juntos, e com isto, nesta pequenina eu aprendi bastante.
E ela continua encorpando

Atualizando em 30 de janeiro de 2009:

Esta estava com substrato tipo “terra pura de 3 anos” e sem adubação onde a comprei, porém está com muitos botões florais , estava a estilizando moyogi mas decidi mudar para o semi-cascata.
já pensando no novo estilo proposto:
Foi passado um arame grosso para dar um movimento mínimo, mas foi o que deu para fazer, daí então envasado num vaso da bonsai literato:
>
O ápice alto e reto será modificado com o passar da bela florada que não quero perder.
Esta é uma foto em macro da primeira flor

Já em floração...
Atualização de 30 de janeiro de 2009:
Esta é a atualização de 11 de junho de 2009:
Aqui ela teve uma redução de altura no ápice para dar maior harmonia à planta e ao conjunto em 13 de outubro de 2009:
Em 3 de dezembro de 2009, ela estava assim:
Aida tenho uma idéia futura de um shohin sem a cascata, vamos ver o que acontece com o andar da carruagem.