Fabiano Costa bonsai blog

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Bonsai em Florianópolis

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Super-adubação, dá resultado?

Existe um artigo onde Andy Walsh responde à uma questão do IBC sobre a capacidade das plantas em serem fertilizadas, no caso haveria uma hipótese onde a quantidade crescente de adubo faria aumentar a resposta de crescimento e quantidade de raízes da planta, tendo daí um desenvolvimento superior.

Mais é melhor? 

É correto dizer que as plantas irão fazer uso de quaisquer recursos que encontram no solo. E é tentador assumir a partir deste, que a adição de mais fertilizante resultará em maior crescimento, pois a maioria das pessoas têm observado que as plantas crescem mais quando são fertilizadas, no entanto  isto não é bem assim. As plantas diferem grandemente em suas respostas aos nutrientes do solo que é ditado por suas taxas de crescimento inerentes, a duração de seus períodos de crescimento, suas idades, os tipos de sistemas de raízes que têm, e sua capacidade de absorver nutrientes. As plantas têm taxas de crescimento muito diferentes. 

A maioria das pessoas que cultivam uma grande variedade de espécies sabem que algumas árvores tem rápido crescimento e outras rastejam. O aumento dos níveis de nutrientes no solo (adubação), não vai alterar essas taxas de crescimento inerentes. Compare as taxas de crescimento do ácer tridente com o do buxus. Se você aplicar a mesma quantidade de fertilizantes a uma árvore de cada um, que são do mesmo tamanho e idade, você vai obter a mesma quantidade de crescimento de ambos, isto é, será que eles assimilarão a mesma quantidade de nutrientes e irão incorporá-las em novas estruturas? A resposta é não. O buxus vai ficar muito atrás do Ácer tridente no seu nível de crescimento. Até as árvores dentro do mesmo gênero, tem significativas diferenças de exigências nutricionais e respondem diferentemente a níveis de nutrientes no solo. O crescimento de vários pinheiros durante uma temporada, varia muito na quantidade de crescimento da vela e da duração do crescimento. Pinheiros branco e vermelho, atingirão 10 a 15 cm no crescimento da vela na primavera e não aumentam significativamente depois. 

Pinus taeda, Pinus echinata irão atingir 15 centímetros na primavera também, mas  continuam crescendo até o verão (Bioquímica e Fisiologia dos Hormônios Vegetais “, de Thomas Moore). Pinus thunbergi é bem reconhecido pelos bonsaístas, o pinheiro negro japonês tem uma taxa de crescimento significativamente diferente do Pinus parviflora, o Pinheiro branco japones. Esses dois nunca vão crescer na mesma taxa ou da mesma maneira, assim, mesmo dentro das limitações de um gênero, você vai encontrar respostas diferentes de crescimento para níveis de adubação.

Os efeitos aumentam com a adubação crescente

Aumento de fertilizantes não provoca aumento das taxas de crescimento, mesmo dentro de uma determinada planta. As respostas de muitas plantas para adubação têm sido muito bem estudadas, há um ponto de diminuição, ou decrescente com o aumento das aplicações de fertilizantes. Em “Solos: Uma Introdução ao Solo e Crescimento de Plantas” por Donahue et.al. mostra um gráfico da resposta de crescimento da planta à aplicação de fertilizantes. A curva é sigmoidal (“em forma de S”), e não linear. Há um platô na resposta de crescimento à medida que há aumento de fertilizantes e queda enquanto ela fica mais intensa, indicando que o aumento do fertilizante torna-se mais prejudicial do que bom. 

Donahue et.al. escreve:

“À medida que mais e mais fertilizante é adicionado, o ganho em produtividade de cada incremento sucessivo é cada vez menor … A curva descendente, com o aumento da fertilização excessiva, deve-se a colheitas reduzidas por causa de coisas como problemas de sais e um crescimento desequilibrado ( que pode aumentar a suscetibilidade da planta à doença e ao crescimento anormal). ”

Quantidades ideais de fertilizantes

Há definitivamente uma quantidade ideal e regime de adubo para cada árvore (que varia de árvore para árvore) e superior a isso pode ser prejudicial. Dr. Carl Whitcomb em “Produção Vegetal em Recipientes” também adverte sobre a aplicação de fertilizante excessivo e desequilibrado. Ele escreve: “O nível ideal de um nutriente para planta é, provavelmente, de alcance limitado, em vez de um determinado nível. Nota-se que escondido … toxicidades podem ocorrer muito antes de os sintomas de toxicidade aparecerem …”. Ele também mostra uma resposta de crescimento semelhante versus curva de fertilizantes. Eu li que tais advertências sobre as aplicações de fertilizantes excessivamente em todas as referências que tenho na nutrição das plantas. Mais uma vez, além de não aumentar diretamente o crescimento, o aumento dos níveis de fertilizantes pode causar problemas.

Estações adequadas

O crescimento das plantas também difere em épocas de crescimento. Existem algumas plantas que emitem novo crescimento contínuo durante a primavera e o verão, como os Juníperos e a Nana Obtusa, e algumas que apenas emitem novo crescimento na primavera. A aplicação de grandes quantidades de fertilizantes para todas as árvores pode resultar em mais crescimento em algumas, mas não em todas. Adicionando altos níveis de fertilizante durante todo o verão é sem dúvida um desperdício, uma vez que nenhum novo crescimento será provocado.

Planta Madura

Árvores também diferem em seu crescimento global, dependendo se a planta é jovem ou madura. A fisiologia das árvores jovens é diferente do que nas árvores mais velhas. As árvores jovens tendem a crescer mais rapidamente e por períodos mais longos de tempo. Algumas mudas podem dobrar de tamanho em um ano. Muitas árvores maduras crescem um pouco na primavera e param de crescer no meio do verão e realmente começa a ficar dormente. (Árvores mais velhas tendem a abrandar. Obviamente, uma árvore que dobra de tamanho a cada ano seria incrivelmente enorme, se mantida essa taxa por muitos anos). A adição de fertilizantes não vai fazer uma árvore que está indo para dormência, crescer novamente. A quantidade e o tempo de absorção de nutrientes serão bem diferentes em uma árvore mais velha do que em uma árvore jovem e apenas o aumento dos níveis de nutrientes no solo não altera isso também.

Taxas de absorção de acordo com a espécie

As raízes das plantas também diferem substancialmente na sua capacidade de absorver diferentes nutrientes. Por exemplo, a capacidade de absorção de magnésio pode ser até 60 vezes maior em uma planta do que em outra. Esta é uma diferença tremenda. Além disso, o capacidade de absorver um nutriente pode ser adversamente afetados por altos níveis de outro. A resposta aos níveis mais elevados de nutrientes não é igual e, novamente, altos níveis de fertilizante pode levar a desequilíbrios nutricionais e de crescimento desequilibrado que pode causar problemas de saúde, com suas árvores.

E, finalmente…

Estas são algumas das razões que uma simples equação de “mais fertilizante = mais crescimento” não é verdade. Para uma simples analogia, posso fazer  meu filho crescer mais, fazendo-o comer todo o jantar (e tanto quanto eu como)? Ele só vai usar tanta comida que ele precisa para crescer e o restante será armazenado como gordura. Ele não vai crescer mais. 

Posso assegurar que o indivíduo absorve nutrientes suficientes para crescer tanto quanto pode, mas não mais. Eu certamente posso manipular o crescimento, limitando os nutrientes (a moda antiga de cultivo dos bonsai).

Nem filho, nem pai, nem eu preciso tanto alimento quanto um adolescente, e não devemos buscá-lo.

Obviamente a superalimentação desses indivíduos não é apenas um desperdício, mas pode ser prejudicial também. Há um velho ditado que diz “Todas as coisas com moderação”, e isso certamente se aplica à vida humana, bem como para os níveis de fertilizante para Bonsai.

por Andy Walsh

Traduzido, adaptado e comentado por Fabiano Costa.

Pulverização e rega ao meio dia, pode??

Os mitos no bonsai são tipo vírus de computador, afetam uma grande massa, desaparecem de vez em quando e voltam com tudo depois.PULVERIZAÇÃO PARA  BONSAI CULTIVADO NO INTERIOR
A primeira linha de ataque é destinado a pulverização de seu bonsai diariamente.

É muito comum no exterior cultivar plantas indoor, porém é para casos sem chances de ter um ambiente externo para o cultivo destas, salvo algumas espécies que se adaptam à meia sombra ou com muito pouca incidência solar.

Muitos iniciantes em particular, são incentivados a pulverizar suas árvores regularmente, principalmente para aumentar a umidade em torno da árvore, infelizmente, a pulverização só cria um ambiente úmido temporário.

O que ocorrem com freqüência, é que o excesso de água proveniente da pulverização, escorre das folhas para o substrato. Isso muitas vezes pode criar uma estrutura de solo onde a superfície do substrato é constantemente úmido e abafado, algo que muitas vezes leva abaixo o  vigor e ainda podridão de raízes, especialmente em solos pobres e de alta drenagem, como geralmente é o do bonsai.

Raízes sadias em um bonsai no momento do transplante

Outro problema com a água correr enquanto está fora da superfície do substrato pode ser que a árvore não necessita de rega, a massa mais profunda do vaso pode estar seca, porque não tem penetrado o suficiente, às vezes nada mais que 1 a 2 cm da massa de substrato.

Com a superfície úmida, dá uma falsa sensação que o substrato está constantemente molhado, podendo falhar crucialmente na rega absoluta do mesmo. Como adivinhar o real timing de rega se a superfície se mantém úmida?

As plantas mais protegidas ou indoor precisam de no máximo uma pulverização semanal ou quinzenal, com o objetivo de retirar a poeira, aonde pode ser feito ainda no momento de uma adubação foliar, é meu conselho.

NUNCA MOLHAR AS PLANTAS AO MEIO DIA

Um mito estreitamente relacionado, pois isto nos induz a não regar a folhagem de nossas plantas com alta incidência solar pelo fato de que o efeito multiplicador de gotículas de água possam queimar a folhagem, fazendo um efeito de lupa.

É uma grande dúvida que a superfície superior côncava de uma gota de água seria capaz de focalizar a luz em uma folha, nunca ouvi comentários a respeito disso entre bonsaístas e produtores de plantas ornamentais com mais experiência, inclusive conversei com um dos maiores de minha região e ele me disse que se não regasse duas vezes no verão as plantas secariam todas (plantas de meia sombra cultivadas a sol pleno).

Minha maior descrença neste mito é que as ditas gotas causadoras da queimada de folhas acontecem o tempo todo no verão, então por que este evento nunca ocorre quando chove em um dia quente? Certamente o mito leva a crer que as árvores deste ambiente seriam queimadas e, possivelmente, desfolhadas cada vez que houvesse uma nuvem de chuva durante o verão.

Para citar uma fonte mais confiável, o professor Liang Amy em seu livro a “Living Art of Bonsai” afirma que “se a luz solar passa através de uma gota de orvalho diretamente, sua energia é de apenas 0,2 calorias por minuto. É, portanto, incapaz de queima folhas, além disso, 1/4oz de água absorve aproximadamente 540 calorias de calor quando se evapora, fica claro que ao invés de chamuscar as folhas, a água ajuda a diminuir a temperatura (da superfície da folha) ” .

Então onde é que esse mito se originou? Bem, sabe-se que ao sol quente de verão as plantas não estão dispostas à absorver água em picos de horário de maior incidência, portanto não adianta enxarcar o substrato até porque apenas dificultará a troca de gases no mesmo e não terá a  função hidratante esperada.

As flores não tem a mesma durabilidade quando molhadas, seja do jardim ou do bonsai, principalmente em seu pico de abertura durante o dia, mas a razão peo qual ela perece mais cedo tem mais a ver com o impacto das gotas pesadas de água em suas delicadas pétalas do que com o efeito do sol.

A pulverização das folhas do bonsai ao ar livre com água pode ser útil para reduzir os efeitos de altas temperaturas do verão e limpa o pó da superfície da folha, mas com referência à primeira parte deste artigo, não é necessário em uma base diária.

Além dessas considerações, existem ocasiões em que uma árvore ao ar livre precisa de pulverização regular, mas esta é limitado a casos específicos, como yamadori / árvores recolhidas e árvores saudáveis que tiveram grande trabalho realizado recentemente como transplantes.

Costumo fazer sempre isso em estáquias e transplantes de plantas com pouca raízes, principalmente coníferas do tipo juníperos.

Material de pesquisa:

Bonsai4me

Conversas com o Prof. Rock Jr.

Rega nas férias, aflição total!

Manter o seu bonsai regado enquanto estiver longe de casa sempre foi problema para bonsaístas. Poda, alimentação e manutenção em geral podem ser deixados por uma semana ou duas, sem qualquer prejuízo para suas árvores, mas a rega tem que ser feita em uma base diária. Alguns poucos entusiastas se recusam a gozar as férias viajando durante o período vegetativo, por medo de perder as árvores por falta de água! 

Receios da árvore secar pela ausência do dono parecem bem fundamentados, como a gente sempre ouve histórias de amigos bem-intencionados, parentes e vizinhos que se esquecem de água de um preferido, árvore cara…

Pedir a um amigo ou vizinho pode funcionar, mas apenas se eles são confiáveis o suficiente para lembrar da rega corretamente. Muitas plantas foram perdidas depois que os vizinhos esqueceram de regar uma árvore apenas uma única vez enquanto o dono estava de férias.

Deixar um pavio com balde cheio de água ao lado é muito complicado, ainda mais se tiver muitas plantas, deixar imerso com o fundo do vaso tocando a água pode causar danos reais às raízes, especialmente para todas as árvores que já estão fracas ou com problemas de saúde.

Para férias de inverno a rega é muito menor que a do verão, colocar as tropicais no interior, em local muito bem iluminado e fresco, reduz a perda de umidade e transpiração, é uma medida preventiva que pode ajudar por pouco tempo, talvez até uma semana, isto irá aumentar a quantidade de tempo que a árvore pode ficar sem água adicional.

Se uma árvore pode ser desfolhada com confiança, fazê-lo uma semana antes da sua última rega, pois a necessidade de umidade pode aumentar consideravelmente nos dias imediatamente após a desfolha.

No caso de não ter jeito, o número excessivo de plantas e muito tempo de ausência, será obrigado a confiar naquele companheiro (vizinho ou parente…esse último é o pior… kkk), pode fazer um micro-clima mais agradável às plantas, deixando-as todas juntas e em um local onde o sol forte da tarde não bata, que é o grande agente da perda de umidade e transpiração excessiva, esta técnica de agrupamento é muito importante, pois o regador temporário tem menos chance de esquecer de regar uma ou outra isolada.


Vizinho pode ser útil e ter as melhores intenções, mas é improvável que tenham a experiência necessária para saber quanto e com que freqüência suas árvores precisam de água e mais importante, a rapidez com que o solo pode secar ao longo do dia, especialmente quando está quente ou ventoso.

Descobri que um sistema automático de rega temporária é a forma mais confiável para manter bonsai regado por longos períodos. Aspersores de jardim estão posicionados ao redor do bonsai e conectado a uma torneira de alimentação. A torneira é deixada aberta, um timer programável de água é colocado entre a torneira e a mangueira com pulverizadores, este contém uma válvula que interrompe o fluxo de água da torneira aberta na mangueira, pulverizadores, até que, em momentos predefinidos, a válvula de timer de água abre e o fluxo da água passa pela mangueira para os aspersores, para daí regar o seu bonsai. 

Timers de água podem ser configurados para permitir regar uma ou mais vezes por dia para qualquer coisa até meia hora a uma hora. A maioria dos timers de água é alimentado por bateria e por isso são muito fáceis de instalar, ou mesmo quando é necessário conexão com a rede de electricidade.

Defina o temporizador para que as árvores vão estar um pouco mais enfraquecidas e assegure que sob o vento forte será feita a rega, já soube de histórias tristes de dias a fio de vento deixaram plantas secarem rapidamente, pois além de não receberem água, ainda tem o stress do vento.

Curtos períodos de excesso de água não irá matar um bonsai, um período de menos rega (o solo secar) pode causar danos irreversíveis.
Quando pré-ajustar a freqüência e duração de rega, não confie nas previsões meteorológicas para tentar antecipar as necessidades de água de suas árvores. Sempre assumir que as chuvas serão zero e temperaturas acima da média para esta época do ano.

Haverão áreas que receberão mais água do que outras, tente usá-las para árvores mais sedentas em particular.


Finalmente, faça sempre a troca da bateria, pelo menos uma vez por ano!

Este método de rega automático também poupa trabalho, mas não é normalmente recomendado para regar os bonsai, até porque tira um pouco do convívio do bonsaísta com suas crias, tira aquele olhar diário sobre aparecimentos de pragas, ervas daninhas, etc… e, falo por mim, é a hora de maior prazer do dia, a noite quando consigo enfim ter paz, sozinho no meu jardim levo três vezes o tempo necessário, só curtindo a interação, o cuidado e carinho nosso por elas tem que ser 100% pois ali é causa-efeito, então as teremos saudáveis, foi assim que me entreguei com mais afinco ao bonsai-do.

Uma outra idéia mais segura seria deixar suas plantas em um hotel de bonsai, ou levar na casa de algum amigo bonsaísta, mas isso se o número de plantas for acessível, algumas floriculturas fazem este serviço porém as mais especializadas são mais interessantes.
Aqui em Florianópolis/SC apenas a Florabrasil faz este serviço pois trabalha focada em bonsai, mas em todo lugar tem este tipo de serviço.

fonte de pesquisa: bonsai4me

O tempo no bonsai.

 A importância do tempo na arte bonsai

Oliveira com aproximadamente 4 mil anos

 Há uma vasta gama de técnicas disponíveis para o entusiasta de bonsai que podem ajudar a manter o seu bonsai saudável, vigoroso e em forma durante todo o ano.
Essas técnicas vão desde a mais essenciais, como poda simples e transplante, ao avançado como aramagem, podas drásticas ou enxertia.
A chave para utilizar essas técnicas com sucesso é em parte devido aos conhecimentos necessários para realizá-los corretamente, mas também muito importante, “quando” eles são realizados.  

Todas as técnicas de bonsai devem ser realizadas no tempo correto para que se tenha sucesso. O não cumprimento da época correta pode matar ou ferir o bonsai e aumentará significativamente a possibilidade de que a técnica não tenha o resultado desejado.
As técnicas, tais como transplante e poda radicular são perfeitamente seguras, desde que o calendário esteja correto, poda de raízes na hora errada poderá matar, ou pelo menos, enfraquecer a sua árvore.  

   

Padrão cíclico de crescimento.   

Quase todas as plantas, e certamente aquelas que são usadas para bonsai tem um padrão cíclico de crescimento anual.
Em outras palavras, ao longo de um ano, a planta vai passar por uma série de estados e condições que não será repetido até o ano seguinte. Esses padrões de crescimento anual estão estreitamente moldado e definido pelo ciclo anual do sol, da estação e do clima. Esses padrões de crescimento anual também sutilmente mudam de acordo com o seu próprio clima e as condições meteorológicas experiente em sua área nas últimas semanas e meses (micro-clima). Climas tropicais (e cultivo indoor pode e irá interromper ou negar essas variações sazonais fazendo um calendário mais difícil e em alguns casos, menos importantes).   

  

Todas as técnicas de bonsai tem recomendado “épocas”, durante o ano que pode ser executada. Dependendo da natureza da técnica, o tempo talvez descrito como a qualquer momento ao longo de 3 ou 4 meses da estação de crescimento para o tão pouco quanto uma semana, que ocorre apenas uma vez por ano. A menos que tenha plena compreensão da técnica, as razões fisiológicas para o calendário e uma compreensão dos riscos de trabalho, é importante sempre cumprir rigorosamente o calendário recomendado. Nunca ser tentado a realizar inoportuno trabalho, na crença de que a árvore será “acabada” com mais rapidez, muitas vezes isso resulta em uma árvore frágil, cujo tempo de desenvolvimento é muito maior.
Deve acrescentar-se que é importante não estar vinculado às datas do calendário, quando decidir transplantar, podar, aramar ou realizar qualquer outra técnica de bonsai.
O tempo exato necessário depende do local, o clima nacional e do clima ou condições que suas árvores estão sujeitos, a saúde das árvores individuais, e as espécies de árvore real. Não é incomum ter árvores da mesma espécie e mesma posição em um jardim que requerem transplante talvez em um mês de intervalo. 
Por este motivo você deve aprender o seu tempo de trabalho de acordo com a condição de uma árvore individual. Por exemplo, o transplante de uma árvore de folha caduca deve ser realizada quando os brotos começam a alargar e não porque um cara diz fazê-lo em certa época. Muitos livros de bonsai vão lhe dar uma data definida para tentar aderir. Esta é, provavelmente, feito para simplificar as explicações de tempo, mas pode muito bem causar também problemas com a saúde do seu bonsai.
Em vez de aprender uma data do calendário, é muito importante aprender o sinal de que a árvore vai lhe dar. Tente encontrar fontes que explicam os sinais de suas árvores para procurar.
  

Tempo de recuperação 

A segunda forma de calendário que deve ser considerado é o tempo de recuperação. Esta é a quantidade de tempo que uma árvore necessita para recuperar-se do trabalho realizado sobre ela.
Quando uma árvore é trabalhada há um período de tempo em que ele está em um estado debilitado e / ou que os recursos são amarrados em resposta ao trabalho. Durante este tempo, o trabalho suplementar pode reduzir a já enfraquecida árvore para um estado onde ele é incapaz de recuperar e ou cresce muito lentamente ou até mesmo morrer.   


Um exemplo pode ser desfolhas (remoção de todas as folhas em pleno verão) e poda da raiz. Qualquer destas técnicas podem ser realizadas com grande sucesso em árvores saudáveis e vigorosas. No entanto, desfolhando uma árvore em pleno verão que ainda não se recuperou totalmente do que é a poda da raiz da primavera, pode ter um efeito devastador em um bonsai.

Não permitir tempo suficiente de recuperação entre os trabalhos é um erro comum de fazer, especialmente para iniciantes. Julgar o tempo necessário para recuperar depende de muitos fatores, tais como o vigor das espécies arbóreas utilizadas, a saúde individual da árvore no tempo de trabalho e da natureza do real trabalho que é realizado.
De uma forma geral, quanto mais invasivo for o trabalho , maior o período de tempo é necessário para a recuperação. A recuperação pode ser contada em dias para o corte de uma árvore vigorosa (como um olmo chinês), em meses para poda de raízes de uma espécie mais fraca ou até mesmo em anos para as árvores que foram recolhidos na natureza (yamadori).

 

Yamadori consciente 

Pavel slovák 

Autor: Pavel Slovák

Aprender o tempo que uma árvore necessita para se recuperar do trabalho é difícil e vem em grande parte com a experiência, mas é muito importante aprender estudando a reação da árvore para o trabalho e saber quando uma árvore está crescendo com vigor renovado.
Um bom indicador geral do vigor renovado e recuperação em muitas árvores é o aparecimento de crescimento dos ramos novos (extensão) e bem sucedido endurecimento ou lignificação dessas brotações. Note-se que novos brotos e folhas novas, por si só não são indicativos de que a árvore tenha ou venha a se recuperar do trabalho que foi realizado.

Paciência
Uma muda de árvore sadia é comprada durante o verão e você a estiliza imediatamente. Satisfeito com o seu esforço, você não consegue resistir à tentação de plantá-la em um vaso de bonsai, mesmo que seja verão e seu tempo é totalmente equivocado.
O resultado é uma árvore que está fraca demais para responder ao seu desejo e pode não crescer para o resto do Verão e início do outono, mas felizmente para você, ele não morre.

Na primavera seguinte a árvore começa a crescer, mas embora alguns ramos tenham morrido durante o inverno, sua estilização é destruída e a árvore ainda é fraca demais para colocar para fora qualquer brotações novas. Um ano depois, a sua falta de paciência resultou em um bonsai que pode ter mais uma temporada de descanso antes dela realmente recuperar-se todo o seu trabalho. 

Com um pouco de paciência, sua estilização recém feita poderia ter sido recuperada e transplantada apenas 6 meses mais tarde, na hora certa, na primavera seguinte. Esta árvore teria o tempo de recuperação após a estilização e o transplante, em seu cliclo de tempo correto. O bonsai resultante seria vigoroso, não sofrer perdas de galhos e estar pronto para cortar a aramagem adicional dentro de poucos meses.  o mais importante ainda é que seria muito mais desenvolvida do que a árvore que tinha o seu tempo errado de aplicação das técnicas.

A parte mais difícil da paciência, é aprender a usar práticas de tempo corretas para a sua vantagem. A tentação para plantar sua árvore recém-estilizada num primeiro vaso de bonsai pode ser difícil de resistir, no entanto, com a experiência você aprende que obedecendo às regras das épocas, o progresso de suas árvores  em desenvolvimento será sempre muito mais rápida.

Artigo traduzido da bonsai4me

Harry Harrington

 PS: Esta postagem é uma das mais importantes, senão a mais, que eu já tenha postado aqui em meu blog, a impaciência somada à incopetência me custou algumas plantas no passado, porém após achar que se sabe alguma coisa a mais, perde-se mais, caso ignoremos o tempo certo das plantas.

Temos sempre que ter em mente que uma planta é uma vida no qual tomamos para cuidar, temos que dar para receber, todo o carinho e zelo aliado ao conhecimento nos será retornado em beleza e saúde, esta relação no final das contas é uma simbiose no qual faz tudo isto valer a pena, o respeito pelo ser vivo que estamos acolhendo aos cuidados deve ser grandioso para no futuro nos orgulharmos em fazer parte deste mundo do bonsai-do.

Chamo a atenção para termos sempre o número de plantas correspondente ao que possamos cultivar com saúde, quando iniciante a coisa é diferente e queremos ter muitas plantas de muitas espécies, ignorando suas necessidades e sendo de certa forma “covarde”, pois as plantas não poderão se defender da falta de paciência, conhecimento e sensatez, sendo que muitos retiram plantas da natureza (yamadori), sendo em épocas em que as plantas provavelmente morrerão pois não conseguirão se recuperar, mas como está lá de graça…por favor!! Sejamos mais humanos, ou seria melhor dizer…sejamos mais plantas… ops.

A chuva e a rega do bonsai.

 

Como já conhecido, a rega errada é um dos fatores que mais levam o bonsaísta a matar seus bonsai.

Como regra geral, rega-se a planta sempre que se observa a superfície do substrato secando, nunca deixando secar completamente porém também não se deixa o substrato encharcado.

Veremos a seguir o efeito da chuva sobre a planta e o que isso afeta na rega de um bonsai.

 

Uma temporada de chuvas contínua, como acontece em minha região em meados de novembro, pode causar podridão radicular, deficiência e uma árvore insalubre, por isso atenção redobrada nesta época, mais ainda do que em épocas secas, pois podemos achar que tudo vai bem pelo fato de não precisar regar e o descaso pode matar o bonsai, dependendo da espécie tipo coníferas e áceres isso é realmente fatal.

Plantas doentes ou com ataques de pragas, transplantadas recentemente e com podas drásticas também são vítimas fáceis.

No substrato encharcado ocorre a falta de gases, principalmente o oxigênio, ocasionando assim o colapso da estrutura do mesmo e eventual perda da saúde do sistema radicular da árvore.

Geralmente de uma a duas semanas de chuva não farão estragos em sua planta, mas passando disso já é preocupante, principalmente se o substrato é muito orgânico, ocasionando maior compactação do mesmo e com isso a oxigenação fica comprometida, isto pode acontecer com substratos mais antigos também, que demonstre deficiência de drenagem causado pela compactação.

É bom lembrar que um bonsai com sistema radicular saudável suportará muito melhor estas intempéries, para isso um substrato bem drenante é fundamental.

O que fazer se a chuva não passa? Procure abrigo para seu bonsai dentro de varandas, beirados ou sob a copa de alguma planta maior, caso isto venha a solucionar.

Um grande engano é achar que a chuva “regou” o suficiente seu bonsai, muitas vezes a umidade adentra a parte superior do substrato, principalmente os mais compactados, tendo em vista isso, é muito importante a rega após a chuva, a não ser que você ache que a chuva foi realmente o suficiente para umidificar todo o substrato, sendo esta uma chuva mais pesada, principalmente no verão, onde esse caso acontece com maior frequência.

Elementos como caco cerâmico e  pedriscos são muito importantes na mistura de seu substrato para que seja garantida a drenagem e oxigenação necessária para um sistema radicular saudável, casca de pinus triturada, turfa bem granulada ou uma “terra vegetal”, tudo muito bem peneirado, são alguns elementos que podem fazer a vez do substrato orgânico, daí dependendo da espécie, seu nível de crescimento, micro-clima no qual será cultivado e vários outros fatores, nos darão a porcentagem ideal de cada elemento para uma composição que se pode achar ideal para cada bonsai.

Fontes de pesquisa:

Experiências pessoais

Relatos do prof. Rock Júnior    

Bonsai4me / Harry harrington

 

Taxodium distichum Chokkan

Essa é uma planta que eu comecei com o objetivo de fazer um chokkan, a espécie foi escolhida porque no momento foi a que achei mais interessante para tal.

Sua estrutura de galhos finos e brotos era farta, então decidi começá-la somente com os mesmos, vê-se que deixei bastante galhos com o intuito de retirar, ou não, algo no futuro, mas que seja algo farto para ter escolha e não precisar de técnicas afins para ter galhos em lugares necessários.

Depois da primeira intervenção ficou com 85cm de altura e 50cm de largura de base de copa, seu nebari fica com 16cm, afunilando o tronco em seu ápice para uns 6cm.
Um mês depois q recebi a planta, comecei o trabalho retirando galhos e limpando o tronco, depois de uma semana aramei, depois de 20 dias, retirei os arames, que já a estavam marcando, daí tracionei os galhos mais teimosos, até hoje.

Neste espaço de tempo perdi a conta de qtas desfolhas parciais já fiz, com intuito de compactação de folhagem dos galhos, sempre cortando as folhinhas para maior bifurcação, e tenho tido resultado satisfatório.

A parte superior da copa, os últimos 4/6 onde será totalmente fechado, e ainda n está, esconderá as cicatrizes das grandes filiais cortadas, se prestarem atenção ainda as verão.
Me perdoem por n ter fotos anteriores, mas vcs imaginam uma árvore destas em pré bonsai quando chega crua , não??? 

Vamos as fotos pela sequencia de trabalho:

Foto feita em fevereiro de 2008

 

Final de março de 2008

Final de março de 2008

 

Coloração outonal em junho de 2008

Coloração outonal em junho de 2008

 

Em julho de 2008, meio do inverno...brrr

Em julho de 2008, meio do inverno...brrrFinal de agosto de 2008.

 

Agosto de 2008

Agosto de 2008.

 

Primeiro envase em agosto de 2008 (entrada de primavera)

Primeiro envase em agosto de 2008 (entrada de primavera)

 

Em janeiro (pleno verão) de 2009.

Em janeiro (pleno verão) de 2009.

Agora em final de junho de 2009 ela já caducou bem antes do ano passado, creio que esteja mais adaptada ao clima de minha região, então com filiais mais estruturadas, dei uma selecionada nas mesmas, sendo que descartei algumas, redistribuí alguns galhos e também com atenção na conicidade das mesmas fiz algumas podas.
O trabalho principal foi a correção da conicidade apical pelo fato das quatro grandes bifurcações no qual ele tinha ao chegar em minhas mãos, como eu não gosto de disfarçar para deixar bonitinha, e não consigo conviver com isso, tive que dar um jeito, então minha única saída embora que relutante pois queria um ápice cheio, foi o jin.
Eu o fiz respeitando suas fibras, as puxei de uma a uma, leva mais tempo, mas é muito melhor em questão de resultado e naturalidade, além de adorar trabalhar a madeira, e também fiquei mais tempo em contato com ela, o que pra mim é mais gratificante do que fazer um trabalho rápido com a dremmel e acabar em minutos de forma abrupta, eu a usei sim, mas nos acabamentos.
Vamos ao resultado com fotos:
Detalhe do jin apical trabalhado com formão.

Detalhe do jin apical trabalhado com formão.Vista lateral esquerdaTraseira da planta.Lateral direita.

Vista superior

Vista superiorVista frontal

Vista lateral direita

Vista lateral direita

Traseira

Traseira

Lateral esquerda

Lateral esquerda

 

Vista frontal.

Vista frontal.

O shari na base é natural, não me atreveria fazê-lo, mas como aconteceu, tudo bem, o próximo passo será o que deveria ter sido o primeiro, o nebari, mas vivendo e aprendendo, isso tem jeito!

Calda sulfo-caucica ou lime-sulfur no bonsai.

Com a autorização de meu amigo Harry Harrington da bonsai4me, eu traduzi este texto no qual achei muito interessante e contém muitas dicas no qual pode nos passar despercebido, além de mostrar as várias funções da calda sulfo-caucica assim como quebrar alguns mitos.

O texto original está aqui, caso queiram tê-lo na íntegra, em inglês.

Por Harry Harrington

Ao longo dos anos tenho visto, ouvido e lido muitos mitos sobre a calda, mas porque há tanta invenção, desinformação e quase mística em torno deste produto químico eu não sei, mas parece-me que se origina a partir de  literatura antiga de bonsai.

 

O que é a calda sulfo-caucica?

É um líquido com mau cheiro que bonsaístas passam na madeira morta a fim de produzir uma distintiva cor branca. Não se pintará uma madeira colorida, mas simquando a mistura seca, sendo alvejantes, mancha a madeira com um branco pálido.

Foi originalmente desenvolvida para pulverização de inverno (fungicida e inseticida) e utilizado para as árvores durante o inverno para matar qualquer resíduo de bolores, fungos e insetos ou ovos. Em primeiro lugar, foi desenvolvida durante meados do século 19 para controlar mildio sobre videiras em vinhas francesas . Desde o início dos anos 1900 para o 1940, foi utilizado e amplamente produzidas numa base comercial, até que ela foi superada pelos mais novos e mais eficientes produtos químicos.

Como o Lime Sulphur funciona para manchar a madeira de uma árvore? A mistura produz uma certa quantidade de dióxido de enxofre (SO2), tal como seca (dependente da temperatura ambiente, a solução é mais quente pois seca, maior o volume de dióxido de enxofre, que é produzido). O dióxido de enxofre é um conservante conhecido ainda utilizados na vinificação e indústria de frutos secos onde é utilizada para a sua capacidade de matar micróbios e bactérias.

O dióxido de enxofre é também conhecido como um redutor, isto é, na presença de água, é capaz de descolorir / remover as cores de materiais  permeáveis que entrem em contacto com (o dióxido de enxofre é ainda utilizado em algumas indústrias de papel alvejante e tecidos delicados, tais como roupas).

O efeito do branqueamento do dióxido de enxofre não é permanente, no entanto, após a exposição ao oxigênio (no ar), o material é branqueado e lentamente oxidados , e a cor ou pigmento de origem naturais do material marcado retorna.

Esta é uma das razões pelas quais deve ser aplicado várias vezes à madeira morta do bonsai, garantindo que ele fica branco.

Pelo teor de enxofre não é um líquido agradável . Sem dúvida que deve ser tratado com respeito. Use luvas quando aplicá-lo. Armazená-lo fora do alcance das crianças. Use uma máscara facial caso você use-o como um spray. Se você engolir qualquer solução ou receber em qualquer dos seus olhos, procure assistência médica.

 

Onde obter Lime Sulphur?

Atualmente, o único lugar que você vai encontrar calda sulfo-caicica líquida é em viveiros de Bonsai ou online através de empresas de bonsai. É um produto relativamente barato e uma pequena garrafa durará muito tempo.

Apenas uma vez vi um bom guia para produzir o seu próprio lime sulfur que implica ebulição de hidróxido de cálcio e enxofre e que lhe permita ferver por algumas horas. Dado o custo de obtenção dos ingredientes, o perigo deste processo, bem como o facto de que é extremamente fedorento, não vale a pena tentar produzir seu próprio!

 

Materiais necessários para a aplicação de calda sulfo-caucica para madeira morta de bonsai.

Juntamente com o calcário, o enxofre, vai exigir uma placa separada. Despeje uma pequena quantidade de calcário o teor de enxofre na solução do prato ou recipiente. Não aplique o cal e o enxofre diretamente da garrafa, uma vez que irá estragar a mistura.

Você precisa usar uma superfície coberta ou velha para trabalhar, pois podem haver salpicamento das pincelada ao aplicá-la no local.Vai manchar quase tudo o que entra em contacto com ela.

Você tem de trabalhar fora. Lime enxofre é muito picante até que secam, não aplicá-lo em ambientes fechados!

Utilize um pincel para aplicar na madeira morta. O tamanho exato da escova que você necessita dependerá do tamanho e complexidade da área à aplicar, mas geralmente um velho pincel de 1cm ou menos é necessário. Vale a pena encontrar um velho pincel, se possível, eu acho que as cerdas das escovas baratas tendem a se desintegrar rapidamente com os efeitos combinados da superfície áspera morta e ao efeito da calagem enxofre sobre a cola utilizada para anexar as cerdas. Ou então você pode gastar muito tempo cuidadosamente removendo cerdas da madeira morta!

A escova pode ser limpa com água e sabão se feito imediatamente após o uso. No entanto, se deixados secar, tornará o pincel inutilizável.

Finalmente, alguns panos ou papel absorvente (rolo de cozinha / tecido) em mãos para absorver vazamentos e excesso.

 

Um Guia Prático de Aplicação de calda sulfo-caucica para a Bonsai.

Este é um zimbro, o tronco que recentemente teve a sua casca removida para criar um Shari. A veia de crescimento no lado direito do tronco e sua extremidade foi selado com selante com o fim de ajudar a borda da madeira à cicatrizar. Não é necessário proteger a madeira viva, casca ou de câmbio (mesmo quando verde) contra o calcário enxofre. A árvore não será danificada mesmo se a parte verde do câmbio estiver exposta a camada de cal enxofre.

Não importa se a madeira morta é fresca e acaba de ser criado (a partir de madeira viva) ou que tenha sido deixado secar por um tempo. Você verá que o novo morto viçoso não levará muito bem a tintura como é com os mais velhos, mas mais uma vez, não é necessário esperar após criar madeira morta.

Se é pintado sobre madeira seca ele tende a fugir da madeira, em vez de ser absorvido. É igualmente incapaz de penetrar tão profundamente quando a madeira está seca. Para ter qualquer efeito sobre a preservação da madeira (embora ligeiro) que deve ser absorvida tão profundamente quanto possível, assegurando que a madeira esteja úmida, é capaz de penetrar muito melhor.

Em segundo lugar, tal como mencionado anteriormente, a umidade (água) é necessária para o dióxido de enxofre ter um efeito de branqueamento ou coloração. Madeira seca leva muito mais tempo para alvejar e em alguns casos, podem reter parte do original amarelo / vermelho cor da mistura.

Se a madeira já não é de estar no exterior com tempo chuvoso, pulverize cuidadosamente com água.

Qualquer excesso de água na superfície da madeira irá causar lixiviação para a parte da árvore que você não necessita que seja branqueada. Utilize um pano absorvente para remover o excesso de água a partir da própria madeira morta e tente secar a casca, tanto quanto possível.
Aplicar, começando pelo ponto mais alto. É preferível aplicar várias camadas delgadas ao longo de algumas horas de tentar que aplicar um espesso revestimento de uma só vez. Esteja preparado para limpar qualquer excesso que recolhe na base do que você está pintando.

É necessário limpar o excesso antes de aprontar o solo ou em áreas circundantes de madeira viva e casca. Isto porque o lime sulfur também lixívia do solo e da casca. Não é porque irá “matar” a árvore ou danificar as raízes.

Obviamente, uma grande quantidade de calcário de enxofre no solo não é uma coisa boa para a saúde da árvore, mas esta deve ser mantida em perspectiva. Uma pequena quantidade não vai envenenar a árvore. Em muitas ocasiões tenho feito em raízes mortas (como mostrado nestas imagens) e caiu no solo, porém foi executado com absolutamente nenhum prejuízo para a saúde da árvore. Se você está preocupado que muito cal e enxofre tenha entrado no solo, basta limpar para fora com a água a vontade.

Se a casca da árvore receber a calda, como pode ser visto na base da árvore na imagem acima, basta utilizar alguns panos molhados para limpar o excesso.

Faça isso com a maior brevidade possível, para que não tenha de embranquecimento da casca. Se a casca ainda aparece branca quando seca, basta utilizar uma escova velha ou similares para limpar a casca.
A mistura vai empalidecer a madeira seca ao longo das próximas horas ou dias, dependendo do grau de umidade da madeira é (mais umido, mais rápido o embranquecimento tem efeito) e à temperatura ambiente ( mais quente o tempo, mais rápido irá secar). Evite colocar a árvore pintada exposta à chuvas pois este fará com que a calda escoe antes de ter tido o efeito necessário de branqueamento.

O recém aplicado da árvore acima, é mostrado apenas horas após a aplicação. Como pode ser visto, a madeira não é tão branca quanto deve ser o efeito alcançado e isso é normal para uma primeira aplicação. Outras aplicações irão garantir que a madeira morta se destaque bem em relação à madeira viva em relação a cor.

 
Coloração da calda sulfo-caucica
Pela sua natureza, a caldacom cal produz um acabamento branco para madeira morta. Apesar que uma forte cor branca é adequado para espécies de coníferas, como pinheiros e zimbros, em outras espécies de árvores como o Buxus, Carvalhos, e a maioria das árvores deciduas e folhosas, a calda é frequentemente utilizada para produzir uma cor mais adequada com variedade de tons e cores.

Além disso, a calda produz uma cor branca, sem tom ou variedade, não pode fazer madeira morta muito plana e bidimensional. Ser capaz de escurecer a calda, permite que o artista produza uma aparência de profundidade e uma terceira dimensão à pintura na madeira.

O tronco oco desta Thuia foi pintado mas em vez de permitir o acabamento uniforme branco, a calda foi cuidadosamente tingida com tinta preta para produzir uma variedade de cores cinzas e negras para aumentar a sensação de profundidade no acabamento.

As arestas exteriores deste tronco foram pintadas com calda pura e, em seguida, como já pintou mais profundo e mais profundo na cavidade, acrescentei algumas gotas de tinta preta para a mistura de calda para produzir uma cor mais escura constantemente.

Lime sulfur pode ser colorido com uma variedade de ingredientes e algumas experimentações são necessárias. Todas as tintas à base de água irão funcionar bem, mas evite usar qualquer coisa à base de óleo, uma vez que não vai misturar com a calda. Geralmente apenas uma pequena quantidade de tinta preta é necessária para o acabamento se tornar uma cor cinzenta. Para uma mais natural cor “madeira”, tente ocres ou tintas queimadas.

Para uma abordagem mais “natural” de corantes, você pode usar diluído (em água fervente) chá de folhas, café instantâneo granulado ou moer para produzir tons ocre. Para tons cinzentos pode utilizar madeira ou cinzas de cigarro, misturado na calda ou aplicado à madeira após estar seco.

Devido à natureza da calda, não é possível aconselhar as misturas exatas ou receitas, a experimentação é necessária. Sempre permitir que a pintura seque antes de julgar os resultados de seu trabalho!

Usando a calda como pulverização de inverno para Bonsai

Lime Sulphur ainda tem as suas utilizações como uma lavagem de inverno bonsai. Misturar Lime Sulphur a água a uma taxa de aproximadamente 1:25 – 1:50 e pulverizar sobre o tronco e galhos para matar qualquer insetos, bactérias ou fungos. Enxaguar fora da superfície do solo e pote com água depois de remover qualquer coloração temporária que o diluído pode causar (Esta é meramente por razões estéticas). Eu uso uma solução de inverno apenas nas minhas árvores deciduas porém eu entendo que alguns entusiastas também usam em suas coníferas; as agulhas podem, no entanto, ter uma cor branca temporária que desaparece na primavera.

A menor taxa de diluição (aproximadamente 1:25) com a água é útil para a limpeza e brilho do tronco das árvores com casca lisa. Basta pulverizar a solução na casca, deixar secar e torna-se uma cor leve e brilhante. Mais uma vez, por razões estéticas lavar qualquer excesso da solução que cair na superfície do solo ou do vaso.

 
Lime sulfur como um repelente de pássaros
Tal como acontece com muitos adeptos, tenho grandes problemas com as aves (em especial melros), no final do inverno e início da primavera com a superfície do solo das minhas árvores como poeira de banho e fazem uma bagunça no forrageamento de alimentos.

Por acaso eu descobri que pulverizar árvores com uma lavagem diluído no inverno é uma excelente forma de diminuir a atração do meu bonsai às aves. As aves têm um bom senso de olfato também! Tenho encontrado uma vez que, se a calda é pulverizada, logo que as primeiras aves vêm para alimentar em torno do seu bonsai e no inverno, eles imediatamente aprendem que o seu bonsai não tem cheiro apetitoso e não irão retornar para a alimentação ou tomar uma banho para o restante do inverno e primavera.

E por favor, antes de condenar esse conselho, o cheiro do enxofre dissuade qualquer alimentação muito antes que um pássaro queira ingerí-lo.

Finalmente. A calda sulfocaucica realmente preserve madeira morta?

Sim e Não.

Lime Sulphur mata todos (ou pelo menos a maioria) as bactérias que causam a degradação e a deterioração da madeira que nós conhecemos como “podridão”. Também produz temporariamente ambiente hostil contra as bactérias. No entanto, os efeitos anti-bacterianos e anti-fúngicos da calagem enxofre é relativamente curta em comparação ao seu efeito de branqueamento. A maioria dos entusiastas terão visto a madeira começa a ficar verde e o apoio de bactérias dentro de um período relativamente curto de tempo.

Este curto prazo exige que a proteção seja aplicada anual ou até mesmo a cada 6 meses para garantir que todos os restos de madeira (se tal for necessário) e para manter a maioria das bactérias e fungos fora.

Não só é o efeito anti-bacteriano relativamente curto, mas ela só tem um efeito sobre as partes da madeira morta que é capaz de acessar. Como já foi discutido, só é capaz de permear a madeira de uma árvore a uma certa profundidade (dependendo da densidade e condição). Embora seja capaz de matar bactérias na superfície da madeira e, possivelmente, a uma profundidade de alguns milímetros (sobre uma madeira macia), algumas camadas de madeira permanecerão desprotegidas.

Se as bactérias são capazes de acessar as camadas de madeira que não podem (por exemplo, embora fissuras ou rupturas na integridade da madeira morta ou através expostos apenas para o solo), a podridão continuará ininterruptamente.

Em resumo, calda sulfo-caucica não pode e não deve ser considerado como um conservante que irá proteger de podridão ou quebra. Embora seja capaz de preservar áreas rasas ou finas de madeira morta por um período de tempo, não é um método fiável de podridão e prevenção.

Para a madeira dura e densa de Juniperos e Pinus, é provavelmente suficiente, uma vez que estas madeiras são naturalmente resistentes à podridão. Em espécies com madeira macia como o ligustro, Bougainvillea e mais espécies caducifólias, podem ser utilizados alguns outros produtos auxiliares para preservação da madeira.

Duranta repens

Este é o resultado de um yamadori de quintal, estava no jardim de minha avó e estava atrapalhando o paisagismo, pelo menos eu achei, então tive que retirá-la para ela.

Era bem maior, mas com a redução antes de retirá-la do chão ficou assim em 13 de julho de 2008:

Já com alguma redução e reenvasada num escorredor:

No dia 16/09/08 já foi para o sol pleno, até então estava em meia sombra:

Início de trabalho de estruturação em 26 de setembro de 2008:

Frente pretendida:

No dia seguinte já trabalhei os jin pela segunda vez:

Em 30 de janeiro de 2009:

Mais uma desfolha parcial e melhor estruturação:

E agora eu a envasei num vaso de Jorge Ribas, com um esmalte discreto na borda, além de dar uma escurecida na madeira morta:

Vista da traseira

Vista da traseira

Vista frontal

Vista frontal