Fabiano Costa bonsai blog

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O Espetáculo Outonal

Pra mim um dos eventos mais bacanas que acontecem nas árvores, além das mudanças que ocorrem durante as estações do ano, é a troca de cores das folhas no outono, ainda mais nos bonsai.


Na primavera e verão as árvores produzem muita energia no processo de fotossíntese, essa energia em forma de amido e açúcar é utilizada em seu metabolismo inclusive na produção de flores, frutos e muitas folhas. Já no outono, por conta principalmente das baixas temperaturas e da diminuição da duração dos dias, algumas árvores mudam sua estratégia para poupar energia, a fim de enfrentar os períodos mais difíceis que virão nas condições agressivas do inverno. Esta energia é reservada em sua estrutura de raízes, galhos e tronco e as folhas nesta parte do ano ganham papel menos importante.


As adaptações que cada espécie de árvore teve em seu ambiente natural proporcionam mudanças radicais na aparência das folhas das árvores.
Nas árvores chamadas Caducifólias, mais frequentes em climas temperados, simplesmente deixam cair suas folhas no outono e passam o inverno todo em hibernação. Neste processo acontecem fatores estéticos muito interessantes principalmente mudanças de cor em suas folhas.
As outras classes de árvores com folhas planas incluindo as Tropicais, Frutíferas e Floríferas também sentem a entrada do outono. Além de o frio provocar o fechamento dos vasos capilares que conduzem a seiva, a própria seiva perde fluidez. Somando-se a isto a diminuição da fotossíntese resulta por fim na desaceleração do metabolismo do vegetal e consequente inutilidade de um grande volume de folhas, aqui em Floripa não temos essa dormência total pois não chegamos a temperaturas tão baixas no inverno, mas diminui bem.


Até nos Pinheiros e na grande maioria das coníferas, que em suas regiões naturais enfrentam as piores condições climáticas do mundo, pode-se notar perda de folhas apesar destas possuir uma cera especial que evita o congelamento.

Entenda de forma mais científica:

O pigmento verde das folhas é a clorofila. A clorofila absorve a luz vermelha e azul da luz solar que cai sobre as folhas. Portanto, a luz refletida pelas folhas é diminuída em vermelho e azul e aparece verde. As moléculas de clorofila são grandes (C 5570 MgN 46 ). Eles não são solúveis na solução aquosa que enche as células vegetais. Em vez disso, estão ligados às membranas das estruturas tipo disco, chamados de cloroplastos, para dentro das células. Os cloroplastos são o local da fotossíntese, o processo no qual a energia de luz é convertida em energia química. Nos cloroplastos, a luz absorvida pela clorofila fornece a energia utilizada pelas plantas para transformar o dióxido de carbono e água em oxigénio e hidratos de carbono, que têm uma fórmula geral deC x (H 2 O) y .

Nesta transformação endotérmica, a energia da luz absorvida pela clorofila é convertida em energia química armazenada em hidratos de carbono (açúcares e amidos). Esta energia química impulsiona as reações bioquímicas que fazem com que as plantas a cresçam, floresçam e produzam sementes.

Clorofila não é um composto muito estável, a luz solar brilhante faz com que ela se decomponha. Para manter a quantidade de clorofila nas folhas, as plantas continuamente tem que sintetizá-la. A síntese de clorofila nas plantas requer a luz solar e temperaturas maiores, portanto durante o verão a clorofila é continuamente quebrada e regenerada nas folhas das árvores.

Outro pigmento encontrado nas folhas das plantas é muito caroteno. Caroteno absorve a luz azul-verde e azul. A luz refletida de caroteno aparece amarela. Caroteno também é uma molécula grande (C 4036 ) contida nos cloroplastos de muitas plantas. Quando caroteno e clorofila ocorrem na mesma folha, juntos eles removem vermelho, azul e verde, e azul claro da luz solar que incide sobre a folha. A luz refletida pela folha verde aparece. Funções caroteno como um absorvedor de acessório. A energia da luz absorvida pelo caroteno é transferido para a clorofila, a qual utiliza a energia da fotossíntese. -Caroteno é um composto muito mais estável do que a clorofila, ele persiste em folhas, mesmo quando a clorofila desaparece, o caroteno restante da folha faz com que seja exibido amarelo.

Um terceiro pigmento, ou uma classe de pigmentos, que ocorrem nas folhas são as antocianinas. Antocianinas absorver azul, azul-verde, e verde claro. Portanto, a luz refletida pelas folhas que contêm antocianinas aparece em vermelho. Ao contrário de clorofila e caroteno, antocianinas não estão ligadas a membranas celulares, mas são dissolvidos em citoplasma da célula. A cor produzida por estes pigmentos é sensível ao pH do citoplasma da célula. Se a seiva é muito ácida, os pigmentos conferem uma cor vermelha brilhante, se a seiva é menos ácido, a sua cor é mais púrpura. Pigmentos antocianinas são responsáveis ​​pela pele vermelha de maçãs maduras e cor roxa das uvas maduras. As antocianinas são formadas através de uma reação entre os açúcares e certas proteínas no citoplasma da célula. Esta reação não ocorre até que a concentração de açúcar na seiva seja bastante elevada. A reação requer também luz, é por isso que muitas vezes aparecem maçãs vermelhas de um lado e verde do outro, o lado vermelho estava no sol, e do lado verde estava na sombra.

Os dias encurtam e noites frias do outono são gatilho de mudanças na árvore. Uma dessas mudanças é o crescimento de uma membrana entre o ramo e o caule da folha. Esta membrana interfira com o fluxo de nutrientes para a folha. Porque o fluxo de nutrientes é interrompido, a produção de clorofila nas folhas diminui, e a cor verde das folhas desaparece. Se a folha contém caroteno, assim como as folhas de bétula e nogueira, ele vai mudar de verde para amarelo brilhante. Em algumas árvores, como existe a concentração de açúcar no aumento da folha, o açúcar reage para formar as antocianinas. Estes pigmentos fazem que as folhas amareladas fiquem  vermelhas. Áceres vermelhos, carvalhos, produzem antocianinas em abundância e exibem os mais brilhantes vermelhos e roxos na paisagem de outono.

O alcance e a intensidade das cores do outono é muito influenciada pelo clima. Baixas temperaturas destroem clorofila, o sol brilhante também destrói a clorofila e aumenta a produção de antocianina. O tempo seco, aumentando a concentração de açúcar na seiva, também aumenta a quantidade de antocianina. Assim, os mais brilhantes cores do outono são produzidas quando dias secos e ensolarados são seguidos por noites frescas, secas.

Fontes de pesquisa:

Prof. Shakhashiri e bonsaikai

 

Evento na Praça dos bombeiros em Floripa!

Estaremos presente em mais este evento com oficina e exposição de bonsai, o 3º HANA MATSURI de Florianópolis.

Evento na Lagoa da Conceição

Eu e  Florabrasil estaremos presente no evento com oficina e feira de bonsai!!!
Compareça e prestigie!

Tokonoma – 床の間 とこのま

Bem, este artigo seria diminuído e sintetizado, porém achei que se o colocasse de forma literal seria bem mais interessante, me foi doado para exibição pelo amigo bonsaísta Luiz Fernando, também conhecido pelos bonsaístas como Nickyfury, obrigado amigo.

Bem, vamos ao texto:

Para entendermos o que é um Tokonoma, é preciso analisar um pouco da cultura e da história antiga japonesa. Sem esse conhecimento, fica difícil para nós ocidentais, entendermos a razão de ter um cômodo em separado, numa sala de uma casa japonesa tradicional ou não, onde ninguém possa sentar-se ou fazer qualquer outra atividade:

Trata-se de um espaço reservado, denominado “alcova”, restrito a uma determinada área de uma sala ou salão, dentro de uma casa japonesa tradicional, ou então num salão específico de um dos inúmeros Castelos existentes naquele país. Ficava adstrito à sala de visitas principal, ou salão oficial, considerando o tamanho das residências feudais japonesas da época.  Essa Alcova tem sua origem registrada provavelmente na era Nanbokucho (1.185 a 1.392), um dos diversos períodos da história japonesa, que abarcou de 1.336 até 1.392, nos primeiros anos do período Kamakura. Neste período, estiveram em conflito duas Cortes Imperiais, a do Norte, estabelecida por Ashikaga Takauji em Kioto, e a do Sul, estabelecida pelo imperador Go Daigo em Yoshino.

A era Nanbokucho foi um pequeno intervalo de tempo dentro do período chamado KAMAKURA (1185-1333). Foi marcado basicamente por uma mudança gradual no poder da nobreza fundiária para os militares nas províncias. Esta época foi um período de grandes mudanças e de transformação dramática na política, na sociedade e na cultura do Japão naquela época.

As eras Kamakura e Nanbokucho foram marcantes para as mudanças que ocorreram na estética não só artística como também em outros aspectos do Japão, inclusive o religioso, com o surgimento de outras denominações de seitas budistas, por exemplo. A sensibilidade altamente refinadas da aristocracia substituída não interessava aos novos aristocratas desses dois períodos. Por isso, algumas mudanças foram implementadas, enquanto outras foram estabelecidas, como no caso, a alcova chamada de Tokonoma. Nesse contexto, que representou um renascimento para o país, temos que os nobres cultivavam a poesia “Waka”, o teatro “Nô” e a cerimônia do chá. O gosto pela estética invadiu os paladares mais finos e ávidos por referenciais e novidades.

Os japoneses são muito tradicionalistas no que concerne à sua cultura. Eles têm muito orgulho do seu passado marcial, como a época em que prevaleceram os Samurais e Xóguns, então ainda hoje há esse aposento em muitas casas japonesas, algumas sendo apenas um pequeno nicho na parede, em um piso mais elevado em relação ao piso do restante do aposento onde está situado, para diferenciar e destacar sua situação.

Os construtores e os donos das residências levam a sério a construção e o correto posicionamento desse pequeno cômodo (ou nicho), escolhendo o tipo de madeira que irá ser usada em sua construção e adorno, a qualidade dessa madeira inclusive, a procedência (se da costa/litoral ou do interior/montanha), os objetos que irão fazer parte da composição e o período em que deverão ficar expostos. Esse nicho, então, tem um caráter singular, pois se trata de um espaço de exibição, onde podem ser mescladas apresentações diversas, como figuras, esculturas, pintura ornamental, desenhos, arranjos florais, bonsai, suiseki, etc.

No período feudal da história japonesa o Tokonoma situava-se na sala principal da casa senhorial, ou do castelo, e ocupava um espaço maior, situado dentro de um grande salão, e era referenciado como se fosse uma alcova. Esse salão do castelo ou da residência do senhor feudal servia ao propósito de reunir seus subordinados, seus pares e seus soldados ou empregados e o proprietário da casa, cabeça do clã, tinha assento e recebia seus convidados ilustres, que tinham o privilégio de sentar-se frente ao Tokonoma.  Era uma sala cerimonial, raramente usada no cotidiano, mas apenas em ocasiões formais.

Com o passar dos anos, houve mudanças nos paradigmas sociais, o avanço cultural japonês impôs outros tipos de destaques dentro da casa japonesa, mesmo a mais tradicionalista. O nicho foi substituído por um armário pequeno, onde não caberiam os adornos de antanho. Em outras residências, esse espaço foi mantido ou mesmo preservado, tendo outro idêntico ao lado, usado para acomodar os futon, a tradicional “roupa de cama” japonesa.

O Tokonoma daquele período e mesmo os atuais prescindem de determinadas características para serem construídos. Isso significa que não é algo feito ao acaso, mas que, devido à sua destinação, é cercado de regras e especificações, determinantes na maneira como deve ser erigido e/ou substituído. Isso diz respeito, por exemplo, ao seu tamanho, largura e profundidade. As medidas para sua execução obedecem a um padrão de construção tipicamente japonês, onde as mensuras são seguidas ao pé da letra, não fugindo nem um milímetro das especificações que as determinam.

No site abaixo, alguns tipos de tokonoma:

http://www.lamijapan.com/2011/01/tokonoma.html

Períodos históricos japoneses e principais fatos relevantes:

http://japan.osu.edu/notes/Japanese_231notes.pdf

Recintos do interior da casa tradicional japonesa, tokonoma:

http://yoshihei.052e.com/h-tokonoma.html

Importante: até podemos considerar um tokonoma como um lugar de exibição para um bonsai. Mas não significa que esse nicho tenha apenas essa finalidade. O bonsai, como outro objeto qualquer, pode ser colocado num tokonoma, bem como um suiseki, um vaso vazio, um ikebana, ou qualquer outra forma artística japonesa (kusamono, shitakusa, kakemono, etc.). Adornos antigos, objetos aparentemente sem outro valor que não o sentimental, também tem assento garantido nesse repositório. Podemos encontrar um exemplo claro disso nas imagens que aparecem no link abaixo, onde o objeto da vez é uma imagem do famoso personagem Godzila:

http://sinden.blog6.fc2.com/blog-entry-1026.html

É algo tão prosaico hoje em dia, que o dicionário japonês/português (Michaelis) especifica tratar-se: “de um recanto principal da sala-quarto de uma casa japonesa, adornado de Ikebana e pintura”.

A título de comparação, entre os Tokonoma antigos e os atuais, podemos visualizar a nobreza e o requinte, para não dizer sofisticação total, do Salão Ninomaru, no interior do Castelo de Nijo: (período Muromachi – ascensão dos samurais).

Tokonoma moderno:

http://ameblo.jp/show567890/image-11269334631-12009322755.html

No blog japonês, o autor diz que o maior orgulho de sua família está no quarto (alcova) onde repousam antiguidades:

http://tomiyama.mo-blog.jp/photos/katyuu/imgp1541_2.html

Reforme sua casa ou apartamento e coloque um tokonoma nela:

http://omu-service.com/01-reform01.html

A tradução “literal” do termo japonês TOKO NO MA, significa:

Toko – cama, leito

Ma – espaço (entre duas coisas); sala ou cômodo

No é uma partícula que significa “de” (posse, pertencente a).

 

 

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O estilo Bunjin (literati)

Estilo no qual começou a se desenvolver por volta do ano de 1600, liderado por pintores de paisagem do grupo Nanga, jovens estes que também estudavam filosofia e arte na ânsia da busca por liberdade, então surge o bunjin.

Movimento forte de linha de tronco, as vezes com mudanças radicais em sua direção, assemelha-se muitas vezes a pinceladas numa tela ou a caligrafia oriental, no qual muitos dizem ter sido o motivo de sua origem.

Basicamente é um estilo tão livre que aparentemente viola todas os princípios da arte, não há nenhuma forma definida e é difícil de explicar, porém é muito expressivo.

Sem dúvidas é um estilo no qual mostra sinais de idade e condições climáticas extremas naturais.

 

Dentre todas as variações possíveis, aqui tem 16 da família bunjin:

Bonsailosofando…

Bem, esta postagem é uma colcha de retalhos com minhas considerações em mixagem total, não se sabe onde começa um e termina o outro, tudo se completando.

Existe muita matéria sobre o significado do bonsai, o porque ter bonsai e pra quê tê-lo, mas isso é difícil demais de explicar em palavras quando não se é tocado pela mágica das arvorezinhas.

 

O bonsai se desenvolveu por muitos países e culturas até chegar no que é hoje, já foi necessidade e virou obra de arte, esta evolução continua até hoje e irá muito além como arte única e quem sabe um dia nós ocidentais teremos uma apreciação plena desta arte misturada a horticultura.

Para todos aqueles a quem a toca sempre deixa uma profunda impressão, muitas vezes provocando o desejo de criar uma dessas árvores em miniatura.

É algo que transcende as palavras, uma fixação, “algo que puxa”, como diria um amigo meu, enraíza-se profundamente e cresce ao invés de diminuir ao longo dos anos.

Vamos começar com o significado da própria palavra, Bonsai, em primeiro lugar, é uma palavra japonesa e poderia ser traduzido como “uma árvore em uma bandeja”. A arte de cultivar bonsai, no entanto, não se originou no Japão, mas na China e naquela época as árvores eram chamados de “pun-sai”, e a arte de pun-sai de crescimento foi chamado penjing.

Acredita-se que naqueles dias, as pessoas estavam tentando criar as árvores que se parecem com dragões, serpentes, pássaros e outros animais e todas essas formas estão profundamente enraizadas nos mitos e lendas chinesas.

Mais tarde, quando os japoneses aprenderam esta arte nova, o significado mudou também. Os monges budistas que levaram bonsai para o Japão, fizeram  destas árvores um símbolo de harmonia entre homem, natureza e alma. Com isso, a forma das árvores também mudaram e lá se foram as formas bizarras e grotescas de serpentes e dragões ferozes surgindo então o bonsai significando a paz, harmonia e equilíbrio. Eles começaram a representar tudo o que era bom.

A influência budista entre horticultura e o zen tornaram-se tão íntimos no bonsai e jardinagem em geral que sempre em algum ponto de qualquer livro destas artes, sempre haverá citações desta relação.

 

Daí então a maior parte do significado de bonsai foi perdida para o público em geral nas últimas décadas. A maioria dos ocidentais agora olham para estas árvores apenas como uma decoração, um pequeno toque oriental em nossas casas.

Mas ao fazermos nossas próprias árvores e almejamos ser bonsaístas, ao invés de apenas observá-las ou comprá-las prontas, você notará que esta prática tem algo espiritual.

Você terá que compreender a árvore, se conectar à ela, ver ande ela quer crescer e daí direcioná-la, terá que encontrar o equilíbrio entre o que você quer e o que uma árvore está disposta a te dar.

Você terá que encontrar a paciência dentro de você e permitir que uma árvore dite o quão rápido ela quer desenvolver, e ao longo de todo este processo você pode descobrir algo de novo dentro de você, então pode descobrir algo indescritível, que cativou tantas pessoas.

Com isso, você só poderá encontrar o seu próprio significado do bonsai-do, e não algo genérico!!

WABI-SABI * A perfeição no imperfeito

O conceito de Wabi-Sabi é derivado da cerimônia do chá desenvolvido por Sen-no Rikyu mais de 400 anos atrás. Resumidamente, disse, Wabi é o tipo de beleza que é causada pelo tipo certo de imperfeição, e Sabi é o tipo de beleza que só vem com a idade.
Em Shohin-bonsai e bonsai maiores, Wabi-sabi é um conceito japonês de estética. É também uma característica importante da jardinagem estética japonesa, bem como outras formas de arte japonesa.

Bonsai é o resultado de uma disciplina artística e técnica que, em última análise demonstra Wabi-sabi. Bonsai que contém o espírito de Wabi-sabi permite que os nossos corações encontrem a paz, mas não importa como excelente o bonsai é, não podemos sentir Wabi-sabi se não há história suficiente.

Acho que os ocidentais devem compreender o conceito de Wabi-sabi, a fim de ser bem sucedido com o bonsai, isso não significa que devemos descuidar da nossa própria herança, valores culturais, expressões pessoais, ou nossas maneiras de pensar sobre bonsai, mas ter uma compreensão do Wabi-sabi, e trazer isso para a arte do bonsai ocidental, certamente vai melhorar a arte.

Bonsai é a poesia. É também uma expressão estética que conta uma história e evoca a emoção. Isso é tudo relacionado com o ser humano por trás da árvore, ou as pessoas que vêem a árvore, porque toda a arte se relaciona com a expressão humana. Em bonsai, essa expressão é sempre intimamente relacionada com a natureza.

Muitas das artes na China e no Japão derivam seus princípios estéticos do taoísmo e do budismo zen. Estas duas tradições filosóficas se mostrou compatível com a cultura, bem como a psicologia do Japão.

A marca registrada das obras-primas chinesas ou japonesas que estão livres da influência moderna é o natural e sem restrições, quase “acidental” aparência da obra. O artista trabalha com Wabi-sabi como um princípio orientador, e harmoniza a natureza e seus acidentes universais.

Definições de Wabi-sabi nunca serão exatos, mas pode ser descrita em uma série de maneiras.

Espaciais de sensoriamento

Wabi refere-se a uma construção filosófica, talvez melhor descrito como uma sensação de espaço, uma direção, ou caminho, enquanto Sabi é uma construção estética enraizada em um determinado objeto e suas características, e inclui a ocupação de tempo, cronologia, e objetividade.

Wabi

Wabi descreve o sentimento de coisas que são frescos e simples. Denota simplicidade e silêncio, que tem sua própria beleza rústica. Ele inclui tanto o que é feito pela natureza, e que é feito pelo homem.

Wabi também pode significar um elemento acidental ou acaso, que dá elegância e exclusividade para o todo, como o padrão feito por um esmalte fluindo ou estalou em um pedaço de cerâmica.

Sabi

Sabi refere-se a itens cuja beleza resulta de idade; a pátina de idade encontrados em resistido velho casca ou pedras, por exemplo.

Mudanças que ocorrem em um objeto através do uso também tornam o objeto mais bonito e valioso. Esta incorpora a valorização dos ciclos da vida e do conserto, o cuidado artístico de danos.

Imperfeição

Wabi-Sabi ocupa em aproximadamente a mesma posição no panteão Japonês de valores estéticos como ideais gregos de beleza e perfeição que no Ocidente. Imperfeição é artisticamente e esteticamente valioso em bonsai. Isso não significa que o artista bonsai pode ser desleixado. Imperfeição deve ser controlado pelo artista, então a expressão é natural, não deve expressar preguiça.

Em Shohin-bonsai, isso significa que alguns ramos pode ser um pouco desordenado, a fim de atingir uma sensação de imperfeição. A estrutura de filial dispostas como os raios de uma roda não é Wabi-sabi e deve ser evitado. Este é também o caso do arranjo das raízes. As poucas raízes cruzando são muito melhores do que as raízes retas “muito bem” arranjadas.

 

Solidão e desolação também são componentes do Wabi-sabi. A visão Zen do universo vê essas características positivas, o que representa a libertação do mundo material e transcendência para uma vida mais simples. Filosofia Zen avisa que a compreensão autêntica nunca pode ser alcançado através de palavras ou a linguagem, então a abordagem não-verbais de Wabi-sabi é a mais apropriada.

Wabi-sabi também pode ser chamado a apreciação intuitiva da beleza transitória no mundo físico. Esta beleza se reflete no fluxo irreversível de vida no mundo espiritual. Há uma beleza melancólica que existe em um item modesto, rústico, imperfeito, ou mesmo decadente que se comunica a impermanência de todas as coisas. Esta beleza é o que eu pessoalmente aprecio em bonsai japonês, e eu tento implementar esse espírito na minha abordagem ocidental de bonsai.

Pinho envelhecido no berçário Seikou-en de Tomio Yamada em Omiya, Japão.

Morten Albek

Shohin bonsai Europe